terça-feira, 20 de outubro de 2009


"Deus costuma usar a solidão

Para nos ensinar sobre a convivência.

Às vezes, usa a raiva para que possamos

Compreender o infinito valor da paz.

Outras vezes usa o tédio, quando quer

nos mostrar a importância da aventura e do abandono.

Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar

sobre a responsabilidade do que dizemos.

Às vezes usa o cansaço, para que possamos

Compreender o valor do despertar.

Outras vezes usa a doença, quando quer

Nos mostrar a importância da saúde.

Deus costuma usar o fogo,

para nos ensinar a andar sobre a água.

Às vezes, usa a terra, para que possamos

Compreender o valor do ar.

Outras vezes usa a morte, quando quer

Nos mostrar a importância da vida."




"Prova de Amor maior não há." Provas mais reais que as do ensinamento de um PAI, só o seu amor incondicional. Agradeço a TI por me permitir aprender isso e por me trazer a escolha. "Em VOCÊ eu sei me sinto forte. Com VOCÊ não temo a minha sorte. E eu sei que isso veio de VOCÊ."


Perdão por não Te ouvir quando me falas. Preciso aprender a ler Teus desejos pra mim.



Boa noite!


terça-feira, 22 de setembro de 2009


'A fórmula do acaso'

O que ninguém explica nem entende. xD

sexta-feira, 4 de setembro de 2009


Assumo os riscos. xD


Falta pouco pra primeira fase e pode focar nas específicas.
Vai ser um alivio poder ver que meu objetivo está mais próximo e quase concreto.

terça-feira, 1 de setembro de 2009


A dança e a alma
(Carlos Drummond de Andrade)

A DANÇA? Não é movimento,
Súbito gesto musical.
É concentração, num momento,
Da humana graça natural.
No solo não, no éter pairamos,
Nele amaríamos ficar.
A dança - não vento nos ramos:
Seiva, força, perene estar.
Um estar entre céu e chão,
Novo domínio conquistado,
onde busque nossa paixão
Libertar-se por todo lado...
Onde a alma possa descrever
Suas mais divinas parábolas
Sem fugir à forma do ser,
Por sobre o mistério das fábulas.




Li esse texto e lembrei de como me sinto quando danço!
Ai saudade de rodopiar, esticar as pernas, pular, perder o folego e Sentir os pés doerem de tanto ensaiar. Hoje eu vejo que não precisava ter parado... Talvez eu tivesse conseguido conciliar com os meus estudos. Mas no final das contas vejo que pensei estar seguindo o mais importante... Quero compensar o tempo parada e voltar a dançar. Quem sabe minha alma se expressando não se acalma um pouco e sorri?

quinta-feira, 27 de agosto de 2009




Vai passar...

Ainda espero você não ligar
Lembro que não vou te ver
Nem te dizer bom dia.
E você ainda mora
Em cada canto do meu percurso diário.
"Você não me ensinou a te esquecer"
Apenas me fez desistir de nós
E eu espero o tempo me passar essa lição
Ele tem sido um ótimo professor.
E por mais entranho que seja,
Machuca menos não te ter
Que me sentir um enfeite "na sua estante".

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

E então?


O insignificante quer ganhar significado

O invisível quer ser visto

O imensurável procura uma medida

O inapropriado às vezes se passa por apropriado

O incolor precisa das cores para existir

O inútil possui sempre alguma utilidade

E o insensível? Às vezes deseja sentir?

Ou não se importa?

domingo, 2 de agosto de 2009


Caramelos.



Vô Joaquim e Vó Quitéria não eram nossos avós de verdade
Eram nossos vizinhos e nos acolhiam em sua casa como se fossemos seus netos
E nossos pais aprovaram chamá-los assim
Já faz muito tempo que a gente não entra na casa deles, pede a benção
E fica de olho nas balas que ficavam num pote de vidro no centro da sala
Ir pra casa deles significava voltar com os bolsos cheios de caramelos e pirulitos
Pessoas doces, apaixonantes
Que marcaram a minha infância
(minha irmã era muito pequena quando nos mudamos e não recorda muito deles. Só lembra dos caramelos)
Havia muito tempo que não pensava neles
Até que numa tarde meu pai comentou:
"Filhas, Seu Joaquim faleceu essa semana"

Não houve queda no meu mundo, pois já não tinha proximidade
Mas lembrei de como eles eram, do cheiro doce que a casa tinha e de como eles eram carinhosos
De como Vó Quitéria nos mimava, apesar da ausência do parentesco
E como Vô Joaquim era engraçado e que toda tarde ele descia para jogar dominó com os outros senhores.
...Talvez eu vá ver Vó Quitéria...
E peço a Deus que guarde Vô Joaquim.
...tenho certeza de que toda vez que eu tentar puxar uma lembrança da minha infância até os meus 8 anos de idade vou lembrar dos caramelos.
 
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