
A redoma de vidro volta
Dessa vez ninguém viu
Ninguém percebeu que estava sendo vestida novamente
Simplesmente deixou que ela isolasse da realidade
Quem mais precisa sentir o que é real
Não é de se espantar
Talvez seja esse o ciclo
Achar que se livrou desse envoltório
E acabar por se enfiar nele novamente
Por medo.
Ou seria por não saber viver?
A única coisa clara, óbvia
É que tornou-se urgente, incrivelmente necessário
Livrar-se disso e aprender a conviver com o que está
Reservado.
